terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

As barrigadas da mídia

No jargão jornalístico, barriga é aquela notícia publicada com grande alarde na imprensa, sem o uso de má-fé, na intenção de noticiar o fato em primeira mão. A barriga pode trazer desgaste e descrédito ao veículo e ao repórter que noticiou o acontecimento. Para minimizar esses efeitos, recomenda-se que o veículo, logo que souber da verdade, volte atrás e faça uma retratação pública.


A última barriga da imprensa foi o caso de Paula Oliveira, suposta vítima de violência na Suíça. Verdade? É de conhecimento de todos que os brasileiros sofrem discriminação em todos os países onde estejam morando. Paula era mais uma brasileira vítima de tal situação.


O Jornal Nacional foi o primeiro a noticiar o terrível crime e, logo em seguida, todo o Brasil já estava sensibilizado com a barbárie cometida contra a advogada brasileira de 26 anos, grávida de gêmeos. Nos dias seguintes, o assunto era a principal notícia em todos os outros veículos de mídia, ganhando repercussão mundial.







O que ninguém imaginava é que tudo isso era mentira. O Jornal Nacional, assim que soube das novas versões do fato, tratou de mostrá-las. Mas, ainda assim, o caso de Paula Oliveira já entrou para a história do jornalismo brasileiro, ao ser considerado uma das maiores barrigas da história na imprensa nacional.


Assim como todas as notícias que atingem repercussão mundial por meio da imprensa, as barrigas também geram conseqüências para o país. Neste caso, envolvendo a Suíça, a notícia rendeu maus frutos tanto lá quanto aqui.

Jornal da Noruega noticiando o 'crime' contra a brasileira


muitos casos de barriga na história da imprensa brasileira. Mais recentemente, o país acompanhou uma grande “barrigada” da mídia. Em outubro de 2008, depois de mais de cem horas de seqüestro, alguns veículos divulgaram a morte de Eloá Pimentel, mantida em cativeiro por seu ex-namorado, Lindemberg Alves, no interior de São Paulo. A adolescente só viria a morrer horas depois da divulgação. Outro erro foi a informação de que os policiais invadiram o cativeiro depois dos disparos de Lindemberg, dentro do apartamento. A notícia, baseada nas informações da polícia, foi negada por Nayara Vieira, que também era mantida refém no momento da invasão.


O caso de Paula, certamente não será o último caso de discriminação de brasileiros no exterior. Talita Moreira, 24 anos, saiu do Brasil em 2005 e foi morar em Lisboa. A população imigrante que vivia em Portugal em 2006, era de 258 mil pessoas, ou seja, 7% do total de 3,6 milhões de habitantes. Lisboa abrigava 189 mil desses habitantes, dos quais 41 mil vinham de Cabo Verde, 28 mil do Brasil e 22 mil de Angola.


Talita percebeu a discriminação logo que chegou a Portugal. “Quando dizia que era brasileira, o único emprego que me ofereciam era o de prostituta”, conta. Ela ainda diz que os portugueses não gostam dos imigrantes, principalmente os brasileiros. “Os estrangeiros são muito bem vistos enquanto são turistas. Quando eles passam a ser moradores do país, a história é outra”, conta.


A jovem imigrante, que atualmente vive na Espanha, afirma que nunca sofreu nenhuma espécie de violência física durante todo o tempo que morou em Portugal. “Há vários tipos de violência que os imigrantes sofrem em outro país. Muitas vezes, os ataque que sofremos contra nossa alto estima podem ferir tanto quanto uma agressão física. É preciso muita estrutura psicológica para viver fora do seu país”, diz.


O que é preciso então para que a imprensa evite as barrigas? O jornalista Ruy Martins publicou, em artigo recente, a importância da investigação em casos como o de Paula. “Escrever num jornal, falar numa rádio ou numa televisão e mesmo manter um blog constitui uma responsabilidade social. Não se pode valer dessa posição para se difundir boatos, nem inverdades, nem ouvir-dizer, é preciso ir checar, levantar o fato, mencionar as dúvidas e suspeitas existentes”, escreve.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Crise econômica: quem ganha com ela?

O momento é delicado. Especulações vêm de todos os lados. A cada dia, uma notícia nova. Para o FMI, o estresse financeiro é um dos mais intensos já experimentados pelos EUA e se espalhou, afetando praticamente todos os países.

O Senado dos Estados Unidos aprovou uma nova versão do pacote de socorro financeiro para tampar o buraco da grande crise que o país enfrenta atualmente. O custo total foi ampliado de US$ 700 bilhões para US$ 850 bilhões.

A crise financeira é ambígua. Ao mesmo tempo em que provoca prejuízos, tem o poder de modificar relações e estruturas na economia mundial.

O maior temor é a escassez de empregos, o que pode ser a maior conseqüência da crise econômica mundial.
É difícil saber quem ganha com a situação.

As especulações financeiras dos comerciantes resultam em altas taxas de juros para os consumidores.

Quem ganha não se sabe, mas é fácil saber que o povo, mais uma vez, sai perdendo.

domingo, 5 de outubro de 2008

A violência pela tela da televisão

A programação da televisão destinada ao público infantil cresce a cada dia. Várias emissoras, de TV aberta ou a cabo, investem em programas específicos para as crianças.


Até aí, tudo bem. Nada mais normal do que as crianças assistirem os programas que foram feitos pensando especialmente nelas. O problema é que a televisão não é feita apenas de programas infantis e, muitas vezes, os pais não conseguem controlar o que os filhos vêem através da tela. O resultado é crianças que acompanham crimes,
assistem cenas em telenovelas e filmes, impróprios para a idade, tem acesso a uma série de informações que não lhe dizem respeito.


A precocidade com que as crianças têm acesso a algumas coisas por meio da televisão é a principal preocupação de alguns pais. A estudante Carolina Oliveira toma cuidado com o que sua filha, Thaís, de sete anos vê. “Como passo grande parte do dia fora de casa, perco um pouco do controle do que ela assiste na televisão”, conta.


Carolina percebe algumas diferenças no comportamento da filha em virtude das
informações. Ela conta que, na época que o caso da menina Isabella Nardoni era notícia em todos os programas, chamou a atenção de Thais, que estava conversando pela janela com a vizinha. “Quando disse pra ela ter cuidado, por que poderia cair, como aconteceu com a Isabella, ela me disse que a Isabella não caiu, mas que foi jogada”, conta.


Ela acredita que isso não acontece apenas com os telejornais. “Na minha infância, os desenhos eram diferentes. Os programas feitos para crianças preservavam a infância. Parece que as crianças de hoje estão querendo acelerar a infância e se tornarem logo adolescentes”, diz.


De fato, as crianças estão muito mais expostas à violência do que na década de 80. Talvez pelo crescente número da violência. O papel da mídia é divulgar aquilo que acontece e que é de interesse público. Se o que acontece são crimes, o que se espera é que a mídia se encarregue de dar cobertura a esses fatos. O problema é o grau de violência que cresce cada dia mais.



Thaís confessa que gosta dos desenhos animados que apresentam algum tipo de violência. “Gosto mais dos Power Rangers”, diz. A mãe se preocupa com isso e tenta desviar a atenção da filha para alguns acontecimentos. “Acho que a criança não precisa crescer alienada, em um mundo cor-de-rosa, onde só acontece coisa boa. Mas acredito que a infância possa ser preservada por mais tempo. Pra quê ela precisa saber de tantos casos bárbaros de violência através da televisão?”, questiona.


Um estudo realizado pela ONU em 1998 comprovou a idéia de Carolina. Naquela época, a cada 60 minutos, 20 crimes eram exibidos, totalizando quase mil e quinhentos crimes em uma semana. Já o estudo realizado pela USP, Desenho animado na TV: mitos, símbolos e metáforas, concluiu que os desenhos transmitem às crianças valores éticos e morais.


Leia também:
- A violência contra os idosos
- Violência contra a mulher
- Violência sexual
- Violência doméstica
- A violência contra as crianças

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A influência do rádio

A estudante de jornalismo Fabiana Horta ainda não decidiu qual será seu projeto de conclusão de curso. “Não estou regular no curso. Fiquei devendo uma disciplina que me impediu de desenvolver o projeto neste período, e, por isso, ainda não defini um tema”, diz.


Embora ainda não esteja cursando a disciplina de Projeto Experimental, Fabiana já pensa sobre qual tema pretende pesquisar para fazer o trabalho de conclusão de curso. “Penso em estudar alguma coisa relacionada à influência que as notícias do rádio exercem sobre as pessoas. Esse é um assunto que gosto”, diz.


O assunto já foi bastante estudado e outros projetos de alunos já foram realizados. Fabiana vê isso com uma coisa positiva. "Como já é um assunto bastante divulgado, fica mais fácil buscar as referências para desenvolver o meu projeto", conta.

Ela aproveita o tempo para amadurecer a idéia e definir melhor o problema a ser pesquisado. “Por um lado foi bom estar irregular, isso me dá tempo para pensar melhor e definir melhor qual o assunto que vou estudar”, explica-se.



Ao mesmo tempo, Fabiana lamenta ter perdido a oportunidade de desenvolver o projeto com seus colegas de sala. “Tínhamos um projeto de desenvolver a monografia em conjunto e agora, infelizmente, tive que sair do grupo. Agora vou ter que pensar em um outro projeto e, talvez, ver se na próxima turma, encontro alguém que tenha alguma idéia parecida com a minha”, lamenta.


Mesmo assim ela continua animada para conseguir vencer as dificuldades e concluir o curso. “Antes tarde do que nunca”, brinca.

Boa sorte, Fabiana!


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Brasil já tem quatro medalhas, em seis dias de Olimpíadas

César Cielo é o quarto atleta brasileiro a conquistar uma medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim. Cielo venceu a prova dos 100 metros livre, a primeira medalha de sua carreira, e a primeira do Brasil, nesta modalidade, em 2008. “Agora vou ganhar os 50m. Vou buscar essa medalha de ouro”, disse emocionado. O ouro ficou com o francês Alain Bernard e a prata com Eamon Sullivan. O americano Jason Lezak fez o mesmo tempo, e dividiu o bronze com Cielo.

O Brasil ocupa, atualmente, o
37º lugar no quadro de medalhas de Pequim. As outras três medalhas, todas de bronze, foram conquistadas por atletas do judô por Ketleyn Quadros, na categoria até 57kg, Leandro Guilheiro, até 73 kg Tiago Camilo, que competiu na categoria de até 81 kg.

Há apenas seis dias do início dos jogos, o Brasil ainda tem muitas chances de medalhas. Na vela, Oliveira e Isabela Swan têm chance de ocupar pela primeira vez o pódio entre as mulheres. Natália Falávgnia briga pelo ouro, na categoria de mais de 67kg, do tawekondo. Além disso, há o vôlei de praia. Hoje, a dupla Renata e Talita venceu a Grécia e avança invicta para as oitavas-de-final, garantindo o primeiro lugar da chave F.

A ginástica artística também promete. Depois de perder a
disputa por equipes, Jade Barbosa é uma das favoritas à medalha na prova individual. Além desta prova, Jade vai disputar a final do salto, no domingo. Daiane dos Santos e Diego Hypólito são os outros brasileiros classificados para a final. Os dois lutarão por medalhas no solo, também no domingo.